Internacional
Sem governo, Bagd� vive�dia de saques e baderna
Bagdá ? Eles pararam apenas para mostrar as mercadorias para as câmeras e gritar: ?Obrigado, senhor Bush.? Então, correram de volta para continuar a pilhar, em Bagdá, os ministérios abandonados do presidente do Iraque, Saddam Hussein. Um dos saqueadores cambaleava sob o peso de um vaso ornamental da metade da altura dele. Um outro saiu do Ministério da Irrigação com um enorme buquê de flores de plásticos. Parecia não haver muita coisa de valor para ser roubada. As únicas armas nas ruas de Bagdá, ontem, eram as AK-47 dos civis que interromperam a pilhagem para criticar Saddam e pular de alegria na frente das equipes de TV. ?Isso aqui é como uma (loja) K-Mart, eles estão roubando tudo?, disse um marine que observava a pilhagem de lojas e prédios. A polícia e o Exército que mantiveram o dirigente no poder nos últimos 24 anos desapareceram às vésperas da investida norte-americana. Um homem que corria para fora de um prédio do governo atirou seu sapato contra um pôster do presidente que outro havia retirado da parede de um gabinete. ?Se vocês soubessem o que esse cara fez com o Iraque!... Ele matou nossos jovens, matou milhões de pessoas?, disse um dos saqueadores. Armazéns Homens mais jovens colocavam cadeiras de escritório, mesas e caixas no bagageiro de caminhonetes. Outros saíram de um depósito rolando pneus amarelos. Várias pessoas, mais tarde, invadiram armazéns de comida usados para distribuir rações e prédios pertencentes ao Partido Baath, de Saddam. Mas não apenas os símbolos do governo ditatorial de Saddam foram saqueados. Os iraquianos arrombaram um complexo da Organização das Nações Unidas (ONU) e saíram dirigindo veículos com as letras da entidade e levando equipamentos de escritório. Grupos de pessoas invadiram a sede da ONU nas proximidades do Hotel Canal, a leste do centro da capital. Outros saquearam lojas de esporte localizadas perto do Comitê Olímpico Iraquiano.