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Coaliz�o det�m 7.300 prisioneiros de guerra

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Qatar ? Cerca de 7.300 iraquianos são prisioneiros de guerra, afirmou o general Vincent Brooks, porta-voz do comando militar dos Estados Unidos no Qatar. Questionado sobre as imagens de presos iraquianos com as mãos algemadas às costas e usando apenas roupa íntima publicadas nos últimos dias, Brooks afirmou que os prisioneiros estão sendo tratados de acordo com a Convenção de Genebra. O coronel americano John Della Jacono afirmou, durante uma audioconferência, transmitida de um campo de prisioneiros em Umm Qasr, no sul do Iraque, que os detidos permanecerão no campo até o final da guerra. Depois, serão logo entregues a ?uma autoridade interina ou a um governo legítimo noIraque?. Nenhum deles será levado à base de Guantánamo, na ilha de Cuba, declarou Della Jacono. ?Isso não está previsto.? Mais de 600 prisioneiros capturados no Afeganistão e suspeitos de vínculos com grupos terroristas estão na base americana de Guantánamo. Os Estados Unidos não lhes concedeu status de prisioneiros de guerra. Os prisioneiros de Umm Qasr serão minuciosamente interrogados como ?prisioneiros de guerra? ou como ?civis acusados de agir contra a coalizão?, disse Della Jacono. Dois soldados das forças especiais americanas gravemente feridos foram resgatados de uma zona de guerra na periferia de Bagdá, afirmou o comando militar dos EUA. Os soldados, cujos nomes não foram revelados, foram resgatados em meio a péssimas condições climáticas, segundo o comunicado do comando militar dos EUA. ?Depois foram levados de avião para um hospital no Kuait, onde lhes foram dadas 95% de possibilidades de sobreviver graças aos esforços conjuntos da força aérea, do Exército e das forças das operações especiais?, de acordo com o comunicado. A operação envolveu dois helicópteros HH-60G Pave Hawk das forças especiais e um total de quatro aviões A-10 Thunderbolt. Fontes britânicas informaram que os cinco primeiros soldados norte-americanos feitos prisioneiros no Iraque foram mortos. A única mulher entre eles, uma cozinheira do exército, teria sido decapitada. As fontes disseram que os corpos foram encontrados em Basra, no sul do Iraque. Assim que foram presos, a televisão estatal iraquiana divulgou imagens dos soldados tendo que responder a perguntas. O caso gerou uma grande polêmica. Os Estados Unidos acusaram o Iraque de não obedecer a convenção de Genebra e exigiram que os direitos dos presos fossem respeitados. Em março, o embaixador iraquiano em Moscou, Abbas Khalaf havia declarado que o Iraque devolveria os prisioneiros britânicos e americanos que capturou, no final do conflito. O representante iraquiano insistiu que o regime de Bagdá tratará os prisioneiros de guerra de acordo com a Convenção de Genebra. ?Nossas tradições e religião não nos permitem tratar os prisioneiros de guerra de outra maneira?, disse Khalaf, na ocasião. O Reino Unido disse sexta-feira que começou a levar de volta para o país alguns dos 45 mil soldados que foram ao Golfo Pérsico. Unidades navais e aéreas foram as primeiras a retornar. ?Não faria sentido manter pessoal na região mais do que o necessário. Alguns já voltaram e alguns voltarão em breve?, revelou o ministro das Forças Armadas, Adam Ingram, em uma entrevista coletiva no Ministério da Defesa. ?Isso não quer dizer de jeito nenhum que é o começo de uma redução em grande escala. Nosso comprometimento com o futuro do Iraque não diminuiu e estamos nos primeiros momentos de começar a analisar a fase pós-conflito?, afirmou. Segundo o Ministério da Defesa, quatro aviões de ataque Tornado e suas tripulações haviam retornado nos últimos dias. Em breve, cerca de 500 membros de uma unidade de hospital em campo também seriam mandados de volta. /// CIA procura líderes iraquianos, que sumiram sem deixar pistas Washington ? Equipes secretas da CIA e das Forças Armadas que estão no Iraque e dispositivos de vigilância instalados para monitorar o círculo íntimo de Saddam Hussein informaram sexta-feira que quase toda a liderança do Iraque desapareceu. Comandantes militares americanos disseram suspeitar que alguns líderes tenham tomado o rumo da Tikrit, a terra natal de Saddam, para um confronto sangrento final, e que outros tenham fugido para a Síria. Combates ferrenhos por parte de forças iraquianas em Qaim, nas proximidades da fronteira com a Síria, levaram algumas das autoridades americanas e britânicas a desconfiar que soldados iraquianos possam estar protegendo líderes iraquianos ou membros de suas famílias. Assim que Bagdá saiu do controle de Saddam, na quarta-feira, equipes da CIA e de Operações Especiais dedicadas a matar ou capturar o presidente do Iraque e outros altos dirigentes descobriram que os líderes do Partido Baath e da Guarda Republicana que tinham como alvos não estavam em seus postos usuais. Nem o ministro das Informações, que vinha atendendo os jornalistas com versões bizarras dos eventos diários, foi trabalhar. ?De repente, todas as comunicações cessaram, e o regime não apareceu para trabalhar?, disse um alto funcionário americano. ?Nem mesmo os acompanhantes dos jornalistas estrangeiros apareceram.? Segundo os relatórios de analistas que pertencem ao Grupo de Operações Iraque da CIA em Langley, Virginia, e daqueles que estão trabalhando no Comando Central dos EUA no Catar, a explicação mais provável para a súbita debandada de um número tão grande de pessoas importantes é que foi dada uma ordem de sumiço em nome de Saddam e que ele ainda está vivo. /// Vitória de Bush põe Chirac na defensiva Paris ? Líder da frente antiguerra, há apenas 15 dias tido como o ?campeão da paz?, o presidente Jacques Chirac encontra-se hoje numa posição política delicada, após os resultados obtidos pela ofensiva anglo-americana na guerra contra Saddam Hussein. Ele está sendo aconselhado a ser mais prudente nesta nova fase da crise iraquiana, procurando evitar novos choques diplomáticos com os dirigentes da coalizão, o presidente George W. Bush e o primeiro-ministro Tony Blair. Não é apenas no plano externo que sua posição é tida como desconfortável. No plano interno, o consenso político obtido anteriormente, com o apoio da esquerda e da direita parlamentares francesas à posição de desarmar pacificamente o Iraque, está perdendo substância. Mesmo parlamentares da maioria presidencial advertem Chirac para os sérios riscos que corre de isolamento no cenário internacional. Hoje, o triunvirato antiguerra formado por ele , o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o chanceler da Alemanha , Gerhard Schroeder, reúne-se em São Petersburgo para uma reavaliação do quadro político internacional. ?Chirac, um rei da paz sem coroa?, afirmou o jornal Libération, que chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas pelo chefe de Estado e seus esforços para evitar a marginalização tão desejada pelos falcões da administração George Bush, em Washington, que tentaram fazer da França um bode expiatório, transformando-a de defensora do direito internacional em aliada da ditadura. Assim, no encontro de sexta-feira, o triunvirato europeu afirmou sua posição a favor da maior participação da ONU na reconstrução política e econômica do Iraque, mesmo sabendo que, às Nações Unidas, está reservado um papel central, mas unicamente na área humanitária, com o que muitos não concordam. Um diplomata do Quai d? Orsay lembrou que ?a libertação do povo da ditadura nada tem a ver com a ocupação de um país por uma potência estrangeira?. Só quinta-feira, o presidente Chirac reagiu ? tardiamente, segundo seus críticos ? à queda de Bagdá, manifestando satisfação com o fim da ditadura de Saddam Hussein e o desejo de um rápido fim das hostilidades para permitir ajuda humanitária de urgência ao país. A França está iniciando uma nova ofensiva diplomática. Chirac encontrouse-se com Schroeder e Putin na Rússia neste fim de semana, enquanto seu ministro do Exterior, Dominique de Villepin, depois de uma passagem por Madri, faz uma visita relâmpago aos países do Oriente Médio, incluindo no roteiro a Síria, hoje no olho do furacão e na mira dos americanos.

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