Internacional
EUA tomam pal�cio de Tikrit e amea�am a S�ria
Tikrit, Qatar e Washington ? Os tanques dos Estados Unidos chegaram ao centro de Tikrit (norte do Iraque), considerado o último reduto dos seguidores do ex-pre-sidente Saddam Hussein. Em seguida, os soldados americanos tomaram o Palácio Presidencial da cidade natal do ditador. Apesar de o ministro da Defesa britânico, Geof Honn, ter dito que a tomada da cidade poderia representar o fim da guerra, os residentes da Tikrit não receberam os soldados americanos com entusiasmo. A situação tensa na região por causa das acusações do presidente dos EUA, George W. Bush, contra a Síria, fez Hoon confirmar que o país não representa um alvo para as forças da coalizão. O comentário do ministro britânico serviu para acalmar a comunidade internacional depois de Bush ter acusado a Síria de acolher líderes iraquianos e de possuir armas químicas. Em resposta, o chanceler da Síria, Farouq al Shara, desafiou o governo dos EUA a exibir provas sobre as acusações que havia feito. Ele disse que a Síria não está levando a sério as declarações, ?porque não representam a visão geral dos EUA??. ?Essas acusações são baseadas em alegações sem fundamento??, disse. ?Algumas vezes a administração Bush não sabe o que quer. Nós pedimos a eles que mostrem as provas.?? Ontem, em mais um sinal de desagrado às acusações de Bush, a Síria voltou a afirmar que não tem armas químicas e disse que as únicas armas de destruição em massa da região encontram-se em Israel. ?Nós dizemos a ele (Bush) que a Síria não possui armas químicas e que as únicas armas químicas, biológicas ou nucleares existentes na região (Oriente Médio) estão em Israel, com as quais ameaçam seus vizinhos e ocupam territórios??, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Síria, Buthaina Shaaban. O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, disse que o governo norte-americano estuda aplicar sanções econômicas contra a Síria em represália ao apoio do país a líderes iraquianos. A declaração de Powell é uma nova ameaça do governo norte-americano à Síria, apesar de Imad Mustafah, o número dois da Embaixada síria nos Estados Unidos, ter negado que seu país tenha refugiado militares iraquianos ou que possua armas de destruição em massa. Javier Solana, representante da política externa da União Européia, manifestou ontem sua preocupação pelas ameaças do presidente dos Estados Unidos à Síria e pediu para os EUA manterem a calma. ?Estamos preocupados??, afirmou Solana. ?Estamos em um momento em que devemos fazer declarações construtivas, a região está passando por um processo muito difícil e creio que seja melhor tranqüilizar??, declarou. /// EUA controlam cidade de Saddam Tikrit ? Os fuzileiros navais dos Estados Unidos entraram ontem em Tikrit, cidade natal de Saddam Hussein, assumiram o controle da região central e começaram a calar os últimos focos de resistência. Três helicópteros de ataque Cobra usaram metralhadoras contra alvos na cidade. Quatro explosões fortes foram ouvidas à distância. Soldados dos EUA disseram, porém, que a resistência havia sido pouco intensa, apesar de alguns fuzileiros temerem a realização de ataques de guerrilha depois do cair da noite. A cidade, a 175 km ao norte de Bagdá, era a maior concentração urbana ainda não controlada pelas forças norte-americanas e seus aliados durante a guerra iniciada 27 dias atrás. Aviões F-18 destruíram vários tanques iraquianos e ao menos 15 membros da infantaria do país árabe foram mortos em Tikrit. Grande parte da cidade estava estranhamente calma e poucas pessoas eram vistas nas ruas. Estátuas e retratos de Saddam continuavam intactos, ao contrário do que se viu em outros locais do Iraque, onde foram destruídos. Houve alguns poucos casos de saque, diferentemente do que aconteceu em outras cidades. Para o comando anglo-ameri-cano, a queda de Tikrit leva a campanha militar no Iraque a um ?ponto de transição?, mas é muito cedo ainda para falar em fim da guerra. Segundo o general dos EUA Vincent Brooks, ainda há potencial para combates, mas esses seriam localizados, em menor escala e não seriam ?um esforço organizado do regime (iraquiano)?. ainda para falar em fim da guerra. Segundo o general dos EUA Vincent Brooks, ainda há potencial para combates, mas esses seriam localizados, em menor escala e não seriam ?um esforço organizado do regime (iraquiano)?.