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Powell nega planos de guerra contra Ir� e S�ria

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Washington ? Os Estados Unidos estão preocupados com a política dos governos do Irã e da Síria, mas não têm ?plano de guerra? para atacá-los, disse ontem o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell. ?Temos preocupações com a Síria. Informamos a Síria sobre nossas preocupações. Também tempos preocupações com algumas políticas do Irã. Deixamos o Irã ter conhecimento total de nossas preocupações?, disse Powell a repórteres. Mas na conversa com os jornalistas na capital norte-americana, o secretário de Estado negou a existência de uma lista para novos confrontos armados depois do Iraque. ?Não há plano de guerra no momento para atacar outro país com o propósito de derrubar sua liderança ou com o propósito de impor valores democráticos?, acrescentou. Petróleo bloqueado O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rums-feld, disse ontem que tropas americanas fecharam um oleoduto que transportava ?petróleo ilegal? do Iraque para a Síria. ?Se é o único ou se o fluxo de petróleo entre a o Iraque e a Síria foi totalmente interrompido, isso não tenho como dizer?, disse Rumsfeld. ?Eu só espero que sim.? Mas Rumsfeld disse que o oleoduto não foi destruído. ?Nós preservamos a infra-estrutura naquele país?, disse o secretário de Defesa. Alguns analistas estimam que entre 100 mil e 150 mil barris de petróleo eram vendidos pelo Iraque para a Síria em contravenção às sanções impostas pela ONU quando Saddam Hussein estava no governo iraquiano. Ainda em Washington, o Pentágono informou que não tem qualquer plano para determinar quantos civis iraquianos morreram ou ficaram feridos como resultado da guerra, afirmou o jornal americano ?Was-hington Post?. De acordo com a publicação, o Departamento de Defesa também não pretende determinar quais foram os danos materiais dos iraquianos no conflito. /// Marines invadem hotel de jornalistas em Bagdá Bagdá ? Marines americanos invadiram ontem o Hotel Palestine, em Bagdá, onde está hospedada boa parte dos jornalistas que cobrem o conflito na capital iraquiana. Testemunhas afirmam que algumas pessoas parecem ter sido levadas sob custódia pelos americanos. Uma jornalista disse ter visto três pessoas detidas. Um oficial de relações públicas, Jose Guillen, confirmou que os marines realizaram uma operação no hotel, mas não deu mais detalhes a respeito. ?Não houve tiros ou nada assim, mas a inteligência achou que o Hotel Palestine não estava 100% seguro?, justificou Guillen. Não se sabe quantos quartos foram revistados no hotel, que tem 18 andares. Na semana passada, um tanque americano bombardeou o Hotel Palestine, matando dois jornalistas. O hotel também tem sido palco de protestos de cidadãos que cobram dos americanos e das autoridades locais o restabelecimento da ordem na cidade. Doze pessoas morreram e cerca de 60 ficaram feridas ontem em um tiroteio em Mossul, norte do Iraque. Testemunhas informaram que o tiroteio começou quando Mashan al Juburi, novo prefeito da cidade, pronunciava um discurso pró-EUA. O diretor do pronto-socorro da cidade, Ayad al Ramadhani, disse que ?12 pessoas morreram e 60 ficaram feridas? devido a disparos atribuídos a norte-americanos. O tiroteio aconteceu na praça do governo local de Mossul, no 27º dia da guerra no Iraque. ?Estávamos reunidos na praça do governo. Al Juburi queria fazer um discurso. Disse que queria a democracia. A multidão gritava ?Não há outro Deus a não ser Alá, Muhammad é seu profeta?. Então, Al Juburi disse a eles: ?Vocês são fedayines? [membros do grupo paramilitar Fedayin de Saddam?, disse uma das testemunhas, Ayad Hassun, 37.

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