Internacional
ONU condena Israel por crimes cometidos contra os palestinos
Nova Iorque e Tel Aviv ? A Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas condenou ontem Israel pelos ?massacres perpetrados nas ocupações militares? e pela ?prática de eliminação ou execução extrajudiciais? contra o povo palestino. A resolução, patrocinada por países árabes e muçulmanos, pela China e por Cuba, obteve 33 votos a favor, 15 abstenções e cinco votos contra, dos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Alemanha e Peru. O texto critica, em termos fortes, ?a degradação contínua? da situação nos territórios palestinos, ?os bloqueios, as punições coletivas, as detenções arbitrárias, o cerco de aldeias e cidades, os bombardeios contra bairros residenciais, as incursões nas cidades e nos campos e o assassinato de homens, mulheres e crianças?. No ano passado, devido à ocupação militar do campo de refugiados de Jenin, os países europeus mostraram-se divididos sobre uma resolução apresentada pelo mesmo grupo de países, e com os mesmos termos. Expressões como ?massacres? e ?direito legítimo à resistência? despertaram a oposição de países como a Alemanha e o Reino Unido, que este ano, no entanto, preferiu abster-se. Vigilância O Ministério da Defesa de Israel decretou alerta máximo de segurança no país por causa de 60 ameaças de atentados contra israelenses previstas para acontecer a partir de hoje, quando começa a Páscoa judaica (Pessach). A polícia e o Exército vão intensificar a vigilância durante o período. O alerta será mantido até o final das comemorações, na próxima quarta-feira (23). Durante todo o período da festa, o sistema de segurança israelense vai atuar com sua forca máxima nas estradas federais, sinagogas e em vários pontos turísticos e de lazer. O esquema de segurança inclui também os hotéis que estão organizando o Seder (jantar comemorativo da Páscoa) para convidados que preferem comemorar esta data fora de casa. No ano passado, um terrorista suicida palestino detonou explosivos que estavam atados a seu corpo e matou 29 pessoas que festejavam a Páscoa no Park Hotel na cidade costeira de Netania. A ação teve a autoria reivindicada pelo grupo islâmico extremista Hamas. Este ano, a prefeitura local e o Park Hotel conseguiram donativos para realizar um Seder especial com as mais de 30 pessoas que ficaram feridas no ataque do ano passado. O jantar acontecerá no principal salão do hotel, sob os olhares de policiais militares e agentes particulares. Todos os participantes terão de passar por uma revista rigorosa. Nos territórios ocupados, o Exército manterá suas operações e não permitirá a passagem de palestinos para áreas israelenses. A restrição deve ser suspensa apenas após o feriado judaico. Durante os oito dias de Pessach, os judeus não podem ingerir nenhum alimento ou bebida à base de trigo, centeio, cevada ou espelta (espécie de trigo), a não ser a ?matsá?, um tipo de pão ázimo. A justificativa é que, no êxodo do Egito, os judeus não tinham tempo para fermentar seus pães.