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Guerra no Iraque custou aos EUA mais de US$ 20 bilh�es

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Washington ? A guerra no Iraque custou aos Estados Unidos mais de US$ 20 bilhões até agora e se espera que custe aproximadamente US$ 2 bilhões mensais durante o restante do ano, informou ontem um funcionário do Pentágono. O departamento de defesa dos Estados Unidos pretende cobrir os custos de guerra com um pacote adicional ao orçamento 2003 de US$ 62 bilhões, aprovado pelo Congresso, indicou o subsecretário de defesa Dov Zakheim. Esse montante inclui mais de US$ 10 bilhões para operações militares, US$ 3 bilhões para munições e o restante para manter e apoiar uma força de 300.000 pessoas na região, informou. Também inclui US$ 1,4 bilhão para pagar aliados como Paquistão e Jordânia por assistência às forças americanas. Os custos correspondem às estimativas do Pentágono, que se basearam na previsão de que a guerra seria intensa mas relativamente breve, assinalou. ?Uma estimativa dos custos mensais da guerra doravante ? e obviamente sem o mesmo grau de intensidade ? (...) é de aproximadamente US$ 2 bilhões por mês?, acrescentou. Ao departamento de defesa correspondem US$ 62 bilhões dos quase US$ 80 bilhões adicionais ao orçamento autorizados pelo Congresso e sancionados ontem pelo presidente George W. Bush. Fim das sanções O presidente Bush pediu que a ONU (Organização das Nações Unidas) suspenda o embargo econômico imposto ao Iraque após a Guerra do Golfo de 1991. ?Agora que o Iraque foi liberado, as Nações Unidas deveriam levantar suas sanções contra o país?, declarou Bush, em discurso para funcionários da empresa Boeing em St. Louis, no Estado de Missouri (centro dos EUA). A ONU impôs um embargo econômico ao Iraque como represália pela invasão do Kuait por tropas de Saddam Hussein em 1990. O embargo representa enormes restrições ao comércio exterior do Iraque, o que significa, por exemplo, falta de remédios e de equipamentos médicos, entre outros itens. Devido às sanções econômicas impostas pela ONU, Bagdá desde 1996 exportava petróleo em troca de comida e remédios, sob a supervisão do organismo. A comida era distribuída por 43 mil agentes autorizados a quase todos os iraquianos. A ONU estima que 60% da população de 23 milhões dependesse totalmente dessas ?cestas básicas?. A ONU diz que o embargo deverá ser eliminado quando se provar que o Iraque se livrou de armas de destruição em massa e quando ?não representar mais uma ameaça à estabilidade regional e internacional?. Em 1990, Saddam invadiu o Kuait com a intenção de se apoderar do petróleo do país vizinho. Os EUA lideraram a formação de uma aliança de vários países para montar uma força militar que libertasse o território kuaitiano. O ataque começou a 17 de janeiro de 1991. Terminou em 28 de fevereiro, com a libertação do Kuait e a derrota de Saddam. A agência de inspeção nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) não recebeu resposta dos Estados Unidos sobre seu pedido para permitir a volta de inspetores ao Iraque no pós-guerra a fim de retomarem as buscas por armas de destruição em massa no país árabe. ?Ninguém entrou em contato com a gente e ninguém nos informou de nada?, disse um especialista próximo da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA) na quarta-feira. O especialista não quis ter sua identidade revelada. O chefe da AIEA, Mohamed ElBaradei, disse no dia 21 de março e novamente no dia 8 de abril que apenas a agência poss

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