Internacional
Iraquiano se autoproclama governador de Bagd�
Bagdá ?O governador interino de Bagdá, supostamente autoproclamado, disse ontem que o Iraque sob ocupação anglo-americana terá um governo eleito e será ?um modelo de democracia?. Mohammed Mohsen Zubaidi afirmou que havia sido escolhido para chefiar um conselho interino para governar Bagdá após o colapso do regime de Saddam Hussein. Falando com repórteres através de intérpretes na capital iraquiana, Zubaidi declarou que foi eleito por pessoas representando clérigos, acadêmicos, xiitas e sunitas, além de cristãos e escritores. Autoridades dos EUA não foram encontradas para comentar o assunto. Os diferentes grupos de oposição do Iraque lutam por posições para preencher um vácuo de poder depois que as forças dos EUA derrubaram o governo de 24 anos de Saddam. Zubaidi evocou uma reativação da vida política, com 65 facções que se preparam para reiniciar suas atividades proibidas sob o regime de Saddam Hussein, derrocado há oito dias por uma coalizão anglo-americana. ?Seremos um modelo de democracia?, afirmou Zubaidi durante uma entrevista coletiva no hotel Palestine, no centro de Bagdá, antes de iniciar uma visita pela cidade seguido de vários jornalistas. Zubaidi, que passou 15 anos no norte do Iraque e que estava condenado à morte pelo antigo regime, declarou que dirigia um comitê executivo encarregado de normalizar a situação em Bagdá. ?Logo, o povo iraquiano poderá eleger livremente seu governo?, disse. No entanto, Zubaidi não deu detalhes sobre o funcionamento da administração interina, mas disse que poderiam participar membros do partido Baath, de Saddam Hussein, a não ser ?criminosos, que não terão a ousadia de nos procurar?. Zubaidi é assessor de Ahmed Chalabi, líder do Congresso Nacional Iraquiano (CNI), que reúne a oposição iraquiana, e potencial presidenciável, com forte apoio do Pentágono e de parte do Congresso dos EUA. Ele disse que não tinha planos de ocupar a Presidência do país. Afirmou que buscava apenas servir ao povo iraquiano e ajudar a retomar a ordem e os serviços públicos na capital, que tem vivido uma onda de saques e violência desde que soldados norte-americanos tomaram Bagdá na quarta-feira (9).