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Fechado acordo para formar gabinete de governo palestino

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Ramallah ? O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Iasser Arafat, e seu designado primeiro-ministro, Mahmoud Abbas (conhecido como Abu Mazen), chegaram a um acordo sobre a composição do novo gabinete ministerial, disseram ontem autoridades palestinas. ?Arafat e o irmão Abu Mazen resolveram suas diferenças?, revelou Tayeb Abdul-Rahim, um dos assessores de Arafat, após as mediações de última hora lideradas por um enviado egípcio. Abdul-Rahim declarou que, sob o acordo, Abu Mazen servirá também como ministro do Interior e Mohammed Dahlan ficará encarregado dos assuntos de segurança. Arafat não queria que Dahlan, ex-chefe da segurança preventiva na faixa de Gaza, ocupasse nenhum cargo executivo no novo governo. Segundo Ahmed Qureia, porta-voz do Parlamento palestino, Abu Mazen e Arafat disseram que o novo gabinete foi formado e que a lista de ministros está pronta para ser apresentada ao Parlamento. ?Pediram uma sessão especial do Parlamento para votar a aprovação do novo governo?, declarou Ahmed Qureia. ?Vou solicitar a sessão [...] em uma semana?, completou. Um emissário egípcio, o chefe do serviço de inteligência, Omar Suleiman, encontrou-se ontem com Arafat em seu quartel-general de Ramallah (Cisjordânia), para tentar eliminar as divergências entre o presidente da Autoridade Nacional Palestina e Abu Mazen sobre a formação do gabinete antes da meia-noite, quando termina o prazo legal de cinco semanas para a formação de um governo. Arafat não aceitava que Abu Mazen tinha proposto para o cargo chave de ministro do Interior Mohamad Dahlan. Ontem, ele chegou a apresentar sua própria lista de três candidatos para o cargo. Mas Suleiman, enviado ontem a Ramallah pelo presidente do Egito, Hosni Mubarak, pediu que Arafat desistisse de suas exigências, segundo a rádio israelense. O emissário egípcio afirmou a Arafat que ele continuaria sendo líder dos palestinos, mas o pressionou para abrir mão de seus pedidos sobre a nomeação do novo gabinete, de acordo com a rádio. Desmilitarização O coronel Dahlan adquiriu uma reputação de duro ao impedir que os grupos radicais fizessem ataques antiisraelenses antes do início da Intifada (revolta palestina contra a ocupação israelense), em setembro de 2000, e do fracasso do processo de paz. Abu Mazen, considerado um moderado, defende a desmilitarização da Intifada, mas não é muito popular entre uma população que se mantém favorável ao prosseguimento da luta armada. Sua designação para o cargo de primeiro-ministro contou com o apoio dos Estados Unidos, Rússia, União Européia e ONU (Organização das Nações Unidas), que o consideram capaz de reformar a Autoridade Nacional Palestina, reduzindo os poderes de Arafat.

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