Internacional
Dissidente cego deixa a embaixada dos Estados Unidos
Pequim, China Alegando que o governo chinês ameaçou espancar sua mulher até a morte, o dissidente cego Chen Guangcheng deixou, ontem, a embaixada americana em Pequim após seis dias refugiado, e se internou num hospital da cidade, onde reencontrou a família. As circunstâncias da saída dele são confusas, porém. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que os EUA ajudaram Chen em seus entendimentos com o governo chinês. Mas em entrevista por telefone à Associated Press, do hospital, o dissidente afirmou que foi coagido a deixar a representação e quer se exilar no exterior por temer pela sua segurança. Ele estaria recebendo atenção médica por causa de ferimentos da fuga, quando caminhou por quase um dia. Em entrevista à CNN, Chen disse ter pedido ao presidente Barack Obama para deixar o país o quanto antes. O episódio pode resultar em um incidente diplomático entre as duas maiores economias do mundo. Pequim acusou os EUA de interferência em assuntos domésticos e quer uma retratação pelo abrigo concedido. A China exige que os EUA peçam desculpas por isso, disse o porta-voz da chancelaria, Liu Weimin.