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Sars p�e dez mil de quarentena na China

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Pequim - As autoridades chinesas ordenaram que 10 mil pessoas fossem colocadas em quarentena na cidade de Nanquim, no leste do país, para evitar o avanço do surto da Síndrome Respiratória Severa Aguda (Sars) pela região. Até o momento, 206 pessoas já morreram em decorrência da doença na China e outras 4.280 foram infectadas. Na capital do país, Pequim, o acesso a todas as represas foi proibido, por causa do temor de que o vírus que causa a Sars possa se espalhar pela rede pública de abastecimento. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, visitou, ontem, algumas das áreas mais afetadas pela doença no país e disse que está sendo feito progresso no combate ao surto. A epidemia de Sars parece estar sendo controlada no mundo, mas continua atingindo a China, onde dezenas de milhares de pessoas ainda se encontram em quarentena para evitar a propagação da doença. ?É muito cedo para saber se a epidemia atingiu seu nível mais alto em Pequim?, declarou ontem Alan Schnur, virologista da Organização Mundial de Saúde (OMS), acrescentando que a entidade espera dados complementares sobre Pequim. Em Hong Kong, as autoridades anunciaram, ontem, outras seis mortes e mais nove casos. O número, inferior a dez pelo terceiro dia consecutivo, confirma, segundo as autoridades, que a epidemia está sendo controlada no território. O governo de Hong Kong espera que a OMS retire a medida que desaconselha viagens ao território, como já fez com Vietnã e Toronto. Mas, nestes dois casos, a medida foi revogada após um período de 20 dias consecutivos sem o registro de novos casos. Em Taiwan, foram registrados quatro novos casos de Sars, elevando para 120 o número de doentes, incluindo dez mortes. No total, 6.500 casos prováveis ou confirmados foram registrados no mundo, incluindo 470 mortes. A epidemia é considerada na China como a mais devastadora no plano econômico do que a crise financeira que atingiu a Ásia em 1997, segundo a imprensa oficial. ?As repercussões de Sars na economia chinesa podem ser mais importantes que as da crise financeira asiática de 1997?, afirmou, ontem, Zhang Zhongliang, do centro oficial de supervisão econômica, em um artigo publicado no jornal ?China Daily?.

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