Internacional
Morte de ex-ditador fecha um ciclo

Buenos Aires, Argentina Para Graciela Fernandez Meijide, diretora da Conadep, responsável pela documentação dos crimes que permitiu o início dos julgamentos dos ditadores, a morte de Videla fecha um ciclo. Não vou comemorar a morte de ninguém, mas é preciso recordar nesse momento como ele permitiu que se desse início a procedimentos ilegítimos e criminosos, disse. Com ele, vai-se um símbolo de uma Argentina em que o Exército se sentia na vocação de mudar o país desrespeitando a política, afirmou Meijide. Ela perdeu um filho, Pablo, sequestrado e morto pelo regime aos 17 anos. Estela de Carlotto, líder da organização Avós da Praça de Maio, que busca netos de desaparecidos, disse que Videla era um homem mau e sua morte nos deixa aliviados.