Internacional
Patrimônios estão ameaçados

Jerusalém A Unesco, escritório da ONU para a educação e a cultura, incluiu esta semana seis locais na Síria na lista de patrimônios da humanidade em risco. Segundo o órgão, essa decisão foi tomada para chamar a atenção aos riscos [que esses locais] enfrentam devido à situação no país. Insurgentes lutam contra o regime do ditador Bashar al-Assad desde março de 2011. As Nações Unidas estimam que mais de 93 mil pessoas já tenham sido mortas. O conflito, com o uso de armas pesadas, já destruiu o minarete da Mesquita Omíada de Aleppo, construída no século 8º e reformada no 13. Além de Aleppo, estão na lista de risco as cidades antigas de Bosra e Damasco. Também correm perigo os monumentos de Palmira, o castelo de Crac des Chevaliers e vilas ao norte do país. A lista de risco tem o intuito de mobilizar todo o apoio possível para proteger essas propriedades, reconhecidas pela comunidade internacional como de valor inestimável para a humanidade, diz nota oficial do órgão. A Síria reúne monumentos antigos, testemunhas dos impérios que por ali se estabeleceram. Palmira, por exemplo, é um oásis tomado pelas ruínas de um império estabelecido entre rotas de comércio, desafeto de Roma. O Crac des Chevaliers, do século 12, foi um dos pontos estratégicos da presença dos cruzados europeus na região. REUNIÃO A Unesco realiza a revisão do estado de patrimônios durante reunião anual em Phnom Pehn (Camboja), com encerramento no dia 27. Tanto o regime de Bashar al-Assad quanto a insurgência trocam acusações a respeito dos danos causados ao patrimônio do país. No caso do minarete de Aleppo, a agência estatal de notícias Sana acusa rebeldes de explodir a torre. A oposição culpa o Exército. ?