Internacional
Irmandade Muçulmana rejeita proposta de diálogo

Cairo A Irmandade Muçulmana egípcia anunciou ontem que não vai participar de qualquer diálogo com as novas autoridades do país e voltou a condenar o golpe de Estado em que foi deposto o presidente Mouhamed Morsi. Anunciamos nossa categórica rejeição do golpe de Estado contra o presidente eleito e a vontade do povo, e recusamos participar de qualquer diálogo com o novo governo, diz comunicado divulgado pela Irmandade Muçulmana na sua página na internet. Na declaração, a Irmandade apela para protestos pacíficos e critica qualquer forma de violência. REPRESSÃO Rejeitamos as práticas repressivas do Estado policial, como os assassinatos, as detenções e as restrições à liberdade dos meios de comunicação e o fechamento de canais [de televisão], acrescenta o comunicado, referindo-se à detenção, pelas forças de segurança, de dirigentes e apresentadores de canais de televisão religiosos islâmicos no Cairo e ao cancelamento de suas emissões. A Justiça egípcia proibiu a saída do país do presidente deposto, que está em lugar desconhecido. ?