Internacional
Putin pede que ucranianos adiem referendo de domingo

São Paulo, SP Em um recuo inesperado, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou ontem que ordenou a retirada de forças militares posicionadas junto à fronteira com a Ucrânia e pediu a separatistas pró-Moscou que adiem um referendo de independência marcado para domingo. Falando no Kremlin, Putin afirmou que a Rússia desejava dar uma chance à diplomacia. Nós retiramos as tropas. Atualmente, elas não estão na fronteira da Ucrânia, mas em seus locais regulares de exercício, nos campos de treinamento, disse. Contudo, pouco após o anúncio, os EUA disseram que não tinham evidências de que as tropas haviam sido realmente removidas. A Otan (aliança militar ocidental) denuncia a presença de cerca de 40 mil militares russos ao longo da fronteira com a Ucrânia. Putin, após encontro com o líder da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) e também presidente da Suíça, Didier Burkhalter, retirou ainda sua objeção à eleição presidencial ucraniana marcada para 25 de maio. Mas pediu respeito às minorias. A eleição presidencial prevista em Kiev, embora seja um passo na direção correta, não decidirá nada se todos os cidadãos da Ucrânia não entenderem como seus direitos serão protegidos depois da realização delas, afirmou Putin. O presidente russo disse que os gestos tinham como objetivo dar ao diálogo [entre separatistas e o governo central de Kiev] as condições de que precisa para ter uma chance, segundo ele.