Internacional
China tem mais mortes e casos de pneumonia
Pequim ? A epidemia de pneumonia asiática causou mais cinco mortos na China Continental, onde 146 novos casos foram registrados, anunciou ontem o Ministério da Saúde. O número de mortos pela Sars (síndrome respiratória aguda grave, na sigla em inglês), que surgiu na Ásia, passou de 500, depois da divulgação das cinco novas mortes na China e de quatro em Hong Kong. Com isso, o número de mortes causadas pela Sars chega a 224 na China e 208 em Hong Kong. Cingapura registrou 27 mortes, e o Canadá, único país não-asiático a ter registrado casos fatais, já teve 23 mortos. O número total de mortos pela Sars no mundo é de 482. A Sars já foi espalhada para mais de 20 países por passageiros de vôos internacionais desde que começou a surgir no sul da China no final do ano passado. Os sintomas da doença são febre alta e tosse seca. Só houve dois casos suspeitos no Brasil. Prejuízo econômico Ontem, O governo chinês admitiu, pela primeira vez, que a Sars provocará perdas econômicas e terá impacto no crescimento do país, segundo o jornal ?Diário do Povo?. ?Os efeitos da epidemia sobre a economia são cada vez mais claros??, disse o primeiro-ministro Wen Jiabao durante uma reunião do gabinete. Jiabao defendeu a ?aceleração da reestruturação da economia rural para aumentar, por todos os meios, a renda dos camponeses? deixados de lado no crescimento econômico chinês há uma década. Fora da lista A OMS anunciou ontem, em Genebra, que retirou o Brasil da lista de 29 locais onde há casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a pneumonia asiática. No mundo são 7 mil casos, com pelo menos 500 mortes. O diretor do departamento de doenças transmissíveis da OMS, David Heymann, afirmou que a decisão foi baseada no fato de que há mais de 20 dias as autoridades locais não identificam casos suspeitos da doença. ?É uma notícia muito boa, pois mostra que a doença pode ser controlada em algumas regiões?, afirmou Heymann. Mas o Brasil não pode se descuidar nos próximos meses, pois o vírus pode chegar ao País em vôos internacionais. ?O risco continua para o Brasil, assim como para qualquer outro país.? A OMS acreditava que a taxa de mortalidade do vírus seria no máximo de 10%. Ontem a entidade anunciou que ela está entre 14% e 15% dos contaminados.