Internacional
Síria teria usado cloro como arma química
São Paulo A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) confirmou ontem o uso sistemático de cloro como arma química na Síria. Em seu relatório, os investigadores da Opaq na Síria reforçam a tese de uso reiterado e sistemático de um agente químico tóxico. Os investigadores estimam, com um alto grau de segurança, que esse agente químico tóxico é o cloro, puro ou misto. O regime do presidente sírio Bashar al-Assad e os rebeldes trocam acusações pelo uso de agentes químicos desde o início do conflito, em 2011. Em um relatório preliminar publicado em junho, a Opaq indicou que não poderia apresentar conclusões definitivas, mas já afirmava acreditar no uso sistemático de agentes químicos tóxicos, provavelmente irritantes para as vias respiratórias, como o cloro. As investigações da missão evocavam a possibilidade de uso de cloro em ataques contra as localidades de Talmanes, Al-Talmana e Kafr Zeita. A porta-voz do Departamento de Estado americano, Marie Harf, indicou ontem que os Estados Unidos estão profundamente preocupados com o último relatório da Opaq, já que ele prova que o regime Assad é o responsável por esses ataques. O fato de termos conseguido retirar grandes quantidades de armas químicas da Síria para destruí-las é um passo importante, mas ainda resta trabalho a fazer. E ainda temos muitas preocupações, acrescentou a porta-voz.