Internacional
Otan debate crise no leste europeu
São Paulo No mesmo dia em que Angela Merkel, François Hollande e John Kerry se reuniram com o presidente ucraniano Petro Poroshenko, ministros da Defesa da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se reuniram em Bruxelas (Bélgica) para tratar da crise no leste europeu. Para defender melhor a região, sob ameaça russa, eles decidiram criar centros de comando na área e mais que dobrar as forças de ação rápida. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que as medidas são o maior reforço de nossa defesa coletiva desde o fim da Guerra Fria, há 25 anos. A Otan já deixou claro que não vai intervir na Ucrânia, mas, com as tensões entre o leste e o oeste também em seu mais elevado nível desde a época da Guerra Fria, a aliança reforçará as defesas de aliados no leste que estiveram sob domínio de Moscou por quatro décadas até 1989.Os ministros concordaram em aumentar as forças de reação rápida, capazes de se mover em 48 horas, de 13 mil para 30 mil homens. Esses soldados serão liderados por 5.000 pontas de lança.