Internacional
Henrique Pizzolato é italiano de conveniência, diz governo
Módena, Itália O Brasil vai tentar convencer a Itália de que Henrique Pizzolato é um italiano de conveniência, que só invocou a condição de cidadão do país europeu depois de sua prisão para fins de extradição, em fevereiro do ano passado. Na quarta (11) , a Corte Suprema de Cassação, mais alta instância da Itália, autorizou a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil, mas a palavra final cabe ao ministro da Justiça, Andrea Orlando. Ele deve decidir até a primeira quinzena de abril. Integrantes da diplomacia em Roma apontam a cidadania italiana como o principal obstáculo para a devolução de Pizzolato e o consequente cumprimento da pena de 12 anos e 7 meses a que foi sentenciado no julgamento do mensalão. Como a Constituição brasileira veda a extradição de cidadãos nacionais condenados no exterior, a Itália pode se recusar a entrega de Pizzolato em nome do princípio da reciprocidade o precedente existente é o da negativa de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola em 2001.