Internacional
Violência cresce na África do Sul
São Paulo, SP Depois de ataques na madrugada que incendiaram lojas e carros de estrangeiros em Johannesburgo, a maior cidade da África do Sul, a polícia dispersou com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo um protesto anti-imigrantes ontem. Pelo menos 30 pessoas foram presas, 12 de madrugada, em razão dos ataques, e 18 no protesto. Cerca de cem estrangeiros se abrigaram em uma delegacia e um centro comunitário da cidade, temendo pela sua segurança. É a segunda semana de violência xenófoba no país, estimulada pelo alto desemprego sul-africano (de 25%) e pela crença de que os imigrantes, principalmente de outros países africanos, como Moçambique e Zimbábue-- roubam postos de trabalho. Segundo o Censo de 2011, oficialmente o país tem cerca de 1,7 milhão de imigrantes numa população de 51,8 milhões, mas se estima que o número chegue a 5 milhões. Em Johannesburgo, os ataques atingiram também lojas geridas por imigrantes chineses, segundo a chancelaria do país asiático, um dos maiores parceiros comerciais da África do Sul --o consulado da China na cidade pediu à polícia que garanta a segurança.