Internacional
Governo argentino permite que bancos sejam espionados

Buenos Aires A presidente Cristina Kirchner publicou decreto que permite que empresas do setor financeiro sejam espionadas pela nova agência de inteligência do país, com o objetivo de prevenir golpes de mercado e outras ações que possam atentar à ordem democrática. A permissão foi incluída no estatuto da nova Agência Federal de Inteligência, que reforma o serviço secreto argentino. Além de ações contra o terrorismo e eventuais levantes políticos contra o Estado de direito, a nova agência terá como atribuição monitorar e evitar ações que possam produzir a desestabilização de governos democráticos por meio de corridas bancárias, desabastecimento, 'golpes de mercado' etc.. A novidade deverá passar a valer dentro de 120 dias. Críticos do governo, porém, apontaram nessa normativa uma tentativa de intimidar empresas que atuam no mercado de câmbio, que o governo tenta controlar devido à escassez de dólares no país. Ontem, diante do mal-estar provocado pelo sinal verde à espionagem de empresas, bancos e empresários, o diretor da AFI, Oscar Parrilli, veio à público informar que o serviço de inteligência não fiscalizará quem compra e vende dólares e que o monitoramento só poderá ser feito com autorização da Justiça.