Internacional
Prioridade italiana é extraditar mafioso
Roma e Milão Em sua primeira visita à Itália desde que autorizada a extradição de Henrique Pizzolato, a presidente Dilma Rousseff ouviu, ontem, que, com relações renovadas entre os países, o governo italiano espera trazer soluções para os casos mais difíceis em questões de Justiça. Sem citar Pizzolato, condenado no mensalão que aguarda julgamento de recursos na Itália antes da extradição, ou Cesare Battisti, que ganhou asilo do Brasil após condenação sob acusação de assassinatos na Itália, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, disse que tratou com Dilma sobre setor de Justiça e que espera resultados favoráveis aos interesses de seu país. A Itália fala pouco em Pizzolato, mas insiste em ter uma resposta do Planalto sobre Battisti. Na interpretação de diplomatas, porém, a decisão de extraditar Pizzolato foi um gesto de pragmatismo político de Renzi para virar a página do caso Battisti. Hoje, a principal prioridade italiana é a extradição do ex-mafioso Pasquale Scotti, preso este ano no Recife. O ex-diretor do BB ainda está preso e espera decisão da Justiça -prevista para setembro-, após entrar com recurso para frear o processo.