Internacional
EUA e Rússia fecham acordo aéreo
São Paulo, SP - Os EUA e a Rússia assinaram, ontem, um acordo para minimizar os riscos de colisões aéreas de seus aviões militares em operação na Síria, segundo o Pentágono. Moscou insistiu que o texto do acordo permanecesse sob sigilo, mas o porta-voz da Defesa, Peter Cook, disse que o memorando estabelece protocolos de segurança, especifica qual a frequência de rádio que os dois lados devem usar para se comunicar, e cria uma linha direta para contato e um grupo de trabalho. Segundo Cook, o acordo não inclui zonas de cooperação ou compartilhamento de informação sobre alvos. Os EUA criticam a intervenção militar russa na Síria pelo apoio dado às forças do ditador Bashar al-Assad e pelos ataques aos rebeldes apoiados pelo Ocidente. A coalizão ocidental prioriza ataques contra a milícia radical Estado Islâmico. OPERAÇÃO A Rússia começou sua operação militar na Síria em 30 de setembro. Os primeiros alvos foram rebeldes contra o regime de Bashar al-Assad e a Frente al-Nusra, milícia contrária ao ditador que é filial da rede terrorista Al Qaeda. Em 8 de outubro, Moscou disparou mísseis de navios ancorados no mar Cáspio. Os foguetes passaram por Irã e Iraque antes de atingir áreas dominadas pelo Estado Islâmico na Síria. A operação russa deu força ao Exército sírio em terra. Nesta semana, as tropas do regime de Assad receberam reforço maior da Guarda Revolucionária iraniana e do grupo radical libanês Hizbullah, que já atuavam no conflito, para atacar seus opositores. ATAQUES RÚSSIA Pelo menos 370 pessoas, dois terços rebeldes, morreram desde o início dos ataques aéreos da Rússia na Síria, informou ontem o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.A organização não governamental, que registra dados sobre as vítimas da guerra na Síria, informa que do total de mortos nos ataques russos, 234 eram combatentes, 52 do grupo extremista Estado Islâmico e 127 civis. Os bombardeios têm colocado em lados opostos a Rússia, os Estados Unidos e países da região, que acusam as autoridades de Moscou de não cooperar numa ação conjunta e de desencadear uma campanha de ataques visando a defender o regime do presidente sírio, Bashar Al Assad. FUGA DE ALEPPO Quase 35 mil sírios abandonaram suas casas no sul da cidade de Aleppo para fugir da ofensiva iniciada na semana passado pelas forças do governo contra os rebeldes, anunciou a ONU em Genebra. Quase 35 mil pessoas foram deslocadas de Hader e Zerbe, ao sudoeste da cidade de Aleppo, em consequência das ofensivas do governo nos últimos dias, afirmou à AFP Vanessa Huguenin, porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA por suas sigla em inglês). Muitos encontraram refúgio nas localidades mais ao oeste da província de Aleppo, informou Huguenin. As pessoas precisam urgentemente de alimentos, produtos básicos e barracas, disse a porta-voz da OCHA, que expressou preocupação com as muitas famílias sem teto. ?