Internacional
Arábia Saudita rompe com Irã

Riad O rompimento dos laços da Arábia Saudita com o Irã irá se estender para cortes no tráfego aéreo entre os países, o fim das relações comerciais e a proibição de viagens de cidadãos sauditas à República Islâmica, disse ontem o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, à Reuters. Peregrinos iranianos ainda serão bem-vindos para visitar Meca e Medina, disse Jubeir em entrevista, acrescentando que o Irã precisa se comportar como um país normal, em vez de uma revolução, e respeitar normas internacionais antes da restauração dos laços. A execução do clérigo Nimr Al-Nimr por Riad no sábado (2) e de três outros xiitas sob acusações de terrorismo, além de dezenas de jihadistas sunitas, despertou a duradoura rivalidade no Oriente Médio e elevou as tensões na região. CRISE A Arábia Saudita cortou relações com o Irã, xiita, e os sunitas Bahrein e Sudão seguiram a ação ontem, dois dias após manifestantes iranianos invadirem a embaixada saudita em Teerã em protesto contra a morte de Nimr. Os Emirados Árabes Unidos também rebaixaram seus laços com o Irã. Milhares de manifestantes marcharam em Bagdá e em cidades xiitas no sul do Iraque, ontem, contra a execução. Eles levaram fotos de Nimr e marcharam fora da Zona Verde, distrito fortemente armado onde estão localizados os departamentos governamentais e as representações diplomáticas, incluindo a recém-reaberta embaixada saudita. Protestos similares ocorreram em Basra, maior cidade do sul do Iraque, e nas cidades sagradas xiitas Najaf e Kerbala.