Internacional
ONU apela ao Reino Unido e Suécia para libertar Assenge
São Paulo, SP Especialistas da ONU apelaram ontem às autoridades do Reino Unido e da Suécia para libertar Julian Assange, fundador do WikiLeaks, e respeitar o seu direito à liberdade de deslocamento. O Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária da ONU declarou que a privação de liberdade ilegal de longo prazo foi aplicada a Assange por causa de uma investigação pouco ativa da procuradoria da Suécia. A detenção de Assange foi realizada em detrimento do direito internacional. Além disso, o Grupo de Trabalho afirmou que a privação de liberdade de Assange deve ser cessada, a sua inviolabilidade pessoal e o direito à liberdade de deslocamento devem ser respeitas e que deve ter o direito à compensação. Entretanto, recomendações do Grupo não são obrigatórias. WIKILEAKS Em 2006, o jornalista Assange fundou o site WikiLeaks, que publica materiais secretos expondo corrupção e outros crimes de vários países. Inicialmente, o alvo do site era descobrir e tornar públicos os casos de corrupção na Ásia Central, na China e na Rússia, mas o WikiLeaks também publicava matérias sobre crimes do governo e empresas ocidentais. Assange foi o líder do grupo de nove coordenadores do site, mas não se considerava fundador e sim um editor-chefe.