Internacional
Madre Teresa é declarada santa da Igreja Católica
Madri, Espanha Madre Teresa, freira celebrada por sua obra de caridade com órfãos e leprosos em favelas da Índia, foi canonizada no domingo, 4, no Vaticano. A cerimônia, celebrada pelo papa Francisco, foi acompanhada por 120 mil pessoas no local. Entre os milagres atribuídos a ela, e que lhe renderam o título de santa, está a cura de um brasileiro, presente durante a canonização. Debaixo de um enorme retrato de Madre Teresa em sua típica vestimenta branca e azul, o papa afirmou que misericórdia era o sal que dava sabor ao seu trabalho. A cerimônia, transmitida pela Santa Sé, oficializa o longo reconhecimento pelo trabalho de Madre Teresa. Já em 1975 a revista Time havia celebrado a religiosa como uma das santas vivas do mundo. Conhecida pela humildade, mesmo quando já era venerada ao redor do mundo, ela recebeu o Nobel da Paz em 1979, sobre o qual comentou: Eu não mereço. A fala contrasta com a do papa Francisco, que afirmou sobre a canonização: Ela merece. Delegações internacionais acompanharam a cerimônia, em meio a um extenso aparato de segurança. Cerca de 1.500 moradores de rua foram levados a Roma, vindos do restante do país, e receberam assentos de honra na cerimônia do domingo. Antes da celebração, Narendra Modi, premiê indiano, afirmou que Madre Teresa dedicou toda sua vida para servir aos pobres na Índia. Quando alguém assim é canonizada, é natural que os indianos sintam orgulho. Madre Teresa nasceu em 26 de agosto de 1910 em Skopje, antes parte do Império Otomano e hoje capital da Macedônia, onde haverá festejos por uma semana. De pais albaneses, ela se chamava Agnes Gonxhe Bojaxhiu. Agnes se tornou freira aos 16 anos e adotou mais tarde o nome de Teresa. Em 1929, mudou-se para Calcutá (Índia) e, 15 anos depois, tornou-se diretora de um convento.