Internacional
Irã acusa Arábia Saudita de pregar ideologia do ódio

São Paulo, SP O presidente do Irã, Hassan Rohani, criticou ontem, em discurso na Assembleia-Geral da ONU, a Arábia Saudita por divulgar, segundo ele, uma ideologia do ódio e acusou os Estados Unidos de descumprirem o acordo nuclear firmado entre o país e o Grupo 5+1 (composto pelos EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha). Se o governo da Arábia Saudita é sério sobre sua visão para o desenvolvimento e a segurança regional, deve desistir de suas políticas divisórias, de propagar a ideologia do ódio e de pisotear os direitos de seus vizinhos, disse Rohani no discurso. O líder iraniano chamou a atenção para a difícil situação vivida em toda a região do Oriente Médio e afirmou que para amenizar a tensão é preciso que certos países deixem de bombardear seus vizinhos e abandonem seu apoio a certos grupos terroristas. Rohani citava a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita no conflito do Iêmen e o apoio de Riad a certos grupos considerados como terroristas, algo que também é feito por Teerã. GRANDES POTÊNCIAS O presidente do Irã, que começou seu discurso lembrando o 15º aniversário dos atentados de 11/9, defendeu que o século que começou com terror e violência em Nova York não pode continuar com competições hostis e conflitos crescentes no Oriente Médio. Para ele, a raiz do terrorismo atual sem fronteiras pode ser atribuída às estratégias de segurança desenvolvidas pelas grandes potências nos últimos 15 anos. Rohani, inclusive, acusou alguns desses países de ter permitido e até mesmo apoiado grupos como o Estado Islâmico (EI), além de cometer agora atrocidades contra inocentes sob a fantasia de luta contra o terror.