Internacional
Morte de refugiados no mar bate novo recorde

São Paulo, SP O número de imigrantes e refugiados que morreram afogados ou desapareceram ao tentar cruzar o Mediterrâneo em busca de asilo na Europa atingiu um novo recorde em 2016. O naufrágio de quatro embarcações desde terça-feira (15) deixou 340 mortos, elevando o número de vítimas fatais desde janeiro para mais de 4.600, segundo números da Organização Internacional para Imigrações (OIM). Em 2015, foram registradas 3.771 mortes no Mediterrâneo, um recorde até então. A OIM disse ontem que o número de mortos cresce na medida em que traficantes de pessoas tentam realizar travessias apesar das más condições de viagem registradas durante o inverno. O que choca é a crueldade, disse Flavio Di Giacomo, porta-voz da OIM na Itália. Os traficantes forçam as pessoas a partir, apesar das condições impeditivas do mar. Quando chegam à praia, migrantes que não querem ir são forçados a embarcar, até com violência. Ele disse que os traficantes de pessoas não se importam se os migrantes sobreviverão à viagem. Quando você paga, não pode desistir, afirmou. Em vários naufrágios no Mediterrâneo, é impossível recuperar os corpos da maioria dos migrantes afogados, sendo necessário para contabilizar os mortos amparar-se em relatos de sobreviventes sobre a quantidade de ocupantes de cada embarcação. ASILO Segundo a OIM, mais de 341 mil pessoas chegaram à Europa pelo Mediterrâneo em busca de asilo em 2016, até 13 de novembro. A maioria desembarca na Grécia e na Itália.