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Síria volta a usar armas químicas contra civis

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São Paulo, SP Um suposto ataque de aviões de guerra com armas químicas, possivelmente gás sarin, deixou ao menos 53 mortos e centenas de feridos na Síria, afirmou o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Entre os mortos há ao menos 28 mulheres e crianças, acrescentou a ONG. O Observatório, que citou testemunhas, apontou que os projéteis continham substâncias tóxicas que causaram sintomas de asfixia entre os afetados. O bombardeio foi na região de Aquirabat, na província de Hama, que está sob controle do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Desde a manhã de domingo (11) são registrados ataques contra os povoados de Aquirabat, Al Qustul, Al Yaruh e Al Sulalia. Mais cedo, o presidente do Conselho Local do Povo de Aquirabat, opositor ao governo, havia dito à EFE por telefone que ao menos 35 pessoas morreram e outras 200 ficaram feridos pelas bombas, que continham gás sarin. Segundo ele, não há nenhum hospital ou centro médico nessa região, então o número de mortos pode aumentar. Ele afirma que a maioria dos bombardeios foi com aviões russos. Em 2013, o presidente Bashar al-Assad concordou em destruir suas armas químicas, após a revolta internacional com o ataque com gás sarin, que é letal, em Ghouta, em agosto daquele ano, o mais grave em todo o mundo em 25 anos. Várias centenas de pessoas foram afetadas. O ataque desencadeou uma ameaça de ataque militar pelos Estados Unidos, que foi evitada após Assad se comprometer a abandonar armas químicas. No domingo, os jihadistas Estado Islâmico (EI) reconquistaram a cidade de Palmira, nove meses após as forças do governo retomarem o controle da zona histórica. O governador da província de Homs, Talal Barazi, confirmou que o EI está dominando a cidade. O Exército sírio se retirou do município e está usando todos os meios disponíveis para impedir que os terroristas permaneçam em Palmira, disse o governador à imprensa local, segundo a Agência Ansa.

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