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Oposição faz protesto por eleições regionais

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Caracas Milhares de pessoas saíram às ruas da capital da Venezuela nesta segunda-feira, para pressionar pela realização de eleições regionais este ano. Empunhando cartazes com os dizeres Temos fome, queremos votar, os manifestantes pretendiam fazer passeata até o prédio do Conselho Nacional Eleitoral, no centro da cidade. O processo eleitoral está paralisado desde outubro, quando foi criada uma mesa de diálogo entre governo e oposição após a suspensão do processo de referendo que pretendia cassar o mandato do presidente do País, Nicolás Maduro. Desde então, o grupo tem vivido um impasse em meio a acusações mútuas de sabotagem, o que intensificou as críticas. As autoridades eleitorais se comprometeram a definir, na primeira metade deste ano, a data para as eleições locais e regionais, mas até o momento, não houve nenhum anúncio. O secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasur), Ernesto Samper, e os ex-presidente da Espanha, José Luis Zapatero, Martín Torrijos, do Panamá, e Leonel Fernández, da República Dominicana, entregaram na semana passada à oposição um conjunto de propostas que estão sendo avaliadas. Separadamente, os setores aliados do governo também convocaram uma manifestação na zona oeste de Caracas para celebrar o translado dos restos do dirigente Fabricio Ojeda, que morreu em 1966 durante a ditadura do general Marcos Pérez Jiménez. BANCO CENTRAL Ontem, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nomeou um legislador do Partido Socialista como o novo chefe do Banco Central do país, enquanto a Venezuela tenta se recuperar da crise econômica. Ricardo Sanguino, que atua no Congresso desde 2000, substituirá o matemático Nelson Merentes, cuja liderança no BC venezuelano desde 2009 foi marcada por uma maior emissão de moeda para o pagamento de programas sociais bancados pelo governo o que contribuiu para uma queda no valor do bolívar, a moeda da Venezuela. Quero iniciar uma nova fase de desenvolvimento do banco central, afirmou Maduro em um discurso televisivo, sem fornecer muitos detalhes. O presidente venezuelano chamou Sanguino de um dos homens mais estudiosos e conhecedores quando se trata da vida financeira, econômica e monetária do país.

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