Internacional
Caos se intensifica na Venezuela

San Cristóbal, Venezuela Milícias saquearam lojas e entraram em confronto com as forças de segurança durante a quinta-feira (17) na tumultuada região oeste da Venezuela, onde três soldados foram acusados de matar um homem que estava comprando fraldas para seu filho, segundo testemunhas. As seis semanas seguidas de protestos contra o governo já resultaram em ao menos 44 mortes, e deixaram centenas de feridos e presos na pior turbulência do mandato de quatro anos do presidente Nicolás Maduro de 54 anos, sucessor do falecido líder populista Hugo Chávez. Manifestantes estão exigindo eleições para derrubar o governo socialista que acusam de destruir a economia e de transformar a Venezuela em uma ditadura. Maduro diz que seus adversários estão tentando realizar um golpe violento. Com o agravamento da crise na Venezuela, a França pediu ontem que seja estabelecida uma mediação regional ou internacional entre o governo do país e grupos de oposição para pôr fim a crescente violência na nação produtora de petróleo. Para a França, assim como para seus parceiros europeus, a prioridade é o fim imediato da violência por meio do apoio de uma mediação confiável regional ou internacional que tenha a confiança de ambos os lados, governo e oposição, para ajudar a restaurar o diálogo e a estabilidade, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Romain Nadal, à imprensa. A embaixadora dos Estados Unidos para as Nações Unidas, Nikki Haley, advertiu na quarta-feira que se a situação não for resolvida pode se agravar e levar a uma grande crise internacional como na Síria.