Internacional
Nobel da Paz vai para campanha antinuclear
Copenhague, Dinamarca A Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN, sigla em inglês) foi premiada, na sexta-feira, 6, com o prêmio Nobel da Paz, anunciou o Comitê Nobel Norueguês, alertando sobre as consequências humanitárias catastróficas desses arsenais e pelos seus esforços para fazer um tratado que os proíbe. Esta união de associações que se estende por 100 países foi uma força motriz e um ator líder da sociedade civil do movimento contra as armas nucleares e juntou esforços para estigmatizar, proibir e eliminar este tipo de armamento, diz a argumentação do prêmio. O Comitê enfatizou o sofrimento humano inaceitável como um argumento importante para a proibição de armas, e enfatizou que outras armas menos destrutivas, como as minas antipessoais, bombas de fragmentação e armas químicas e biológicas, já foram proibidas por diferentes tratados. O Nobel destacou que no dia 7 de julho deste ano, 122 países assinaram um tratado internacional contra a proliferação nuclear, mas lamentou que nenhum dos países que têm armas nucleares, nem seus aliados ratificaram, ainda que Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China tenham dado um primeiro passo neste sentido.