Internacional
Coreia do Norte volta a disparar míssil balístico
Seul, Coreia do Sul A Coreia do Norte lançou um novo míssil balístico, ontem, de acordo com o Exército da Coreia do Sul, num novo desafio às sanções internacionais. O Pentágono confirmou o lançamento do projétil que, segundo a agência sul-coreana Yonhap, foi disparado de Pyongsong, na província de South Pyongyan, em direção ao Leste. Militares sul-coreanos estão analisando os detalhes com os EUA, acrescentou a agência. Após disparar diversos projéteis desde abril, os lançamentos norte-coreanos pausaram depois do último míssil, que sobrevoou a ilha japonesa de Hokkaido, em 15 de setembro. Detectamos um provável lançamento de míssil da Coreia do Norte. Estamos estudando a situação e providenciaremos detalhes adicionais quando eles estiverem disponíveis, disse a repórteres o porta-voz do Pentágono, Robert Manning. O Pentágono disse que avaliações iniciais indicam que foi feito o teste de um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), que voou por mil quilômetros até cair no mar do Japão. Já o governo japonês estimou que o projétil voou por 50 minutos, segundo a emissora NHK. Num comunicado, o chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse que Seul e Washington estão analisando o tipo de míssil que Pyongyang lançou. Minutos depois de a Coreia do Norte disparar o projétil, o Exército sul-coreano também realizou um teste de míssil em resposta à provocação. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que o presidente americano, Donald Trump, já foi informado sobre o novo lançamento. Trump estava visitando o Congresso no momento do teste e soube da notícia enquanto o míssil ainda estava no ar. Há dez dias, os EUA recolocoram Pyongyang na lista do terror e impuseram novas sanções para isolar ainda mais o regime, o que a Coreia do Norte considerou como uma grande provocação. O país havia sido retirado da lista em 2008. Em sua última demonstração de hostilidade contra a Coreia do Norte, o presidente dos EUA, Donald Trump, designou a nação asiática como Estado patrocinador do terrorismo novamente.