Internacional
ONU condena resolução sobre Jerusalém
Nova York, EUA A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou ontem, por uma ampla maioria, uma resolução que condena o reconhecimento por Washington de Jerusalém como a capital de Israel. Dos 193 países membros, 128 votaram a favor dessa resolução, incluindo o Brasil, e 9 contra. Argentina, Austrália, Canadá, Croácia, Colômbia, Hungria, Letônia, México, Filipinas, Panamá, Paraguai, Polônia, República Tcheca foram alguns dos 35 países que se abstiveram. A Ucrânia, que apoiou o projeto de resolução no Conselho de Segurança, estava entre os 21 países que não se apresentaram para a votação. Esse dia será lembrado, ameaçou a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley. Ela deixou claro que os EUA não se esqueceriam de países que votaram a favor da resolução. A América colocará nossa embaixada em Jerusalém, disse. Nenhum voto nas Nações Unidas fará qualquer diferença nisso. Esse posicionamento de Haley está de acordo com a declaração de Donald Trump na quarta-feira (20). Ele prometeu acompanhar a votação dos países membros de perto. O presidente americano chegou a ameaçar que cortaria a ajuda financeira aos que votassem a favor do projeto de resolução da ONU. Além do reconhecimento da cidade como capital israelense, os EUA também declararam que devem transferir a embaixada para Jerusalém. Eles tomam centenas de milhões de dólares e até bilhões de dólares, e depois eles votam contra nós. Bem, nós estamos observando esses votos. Deixe-os votar contra nós. Nós vamos economizar muito. Nós não nos importamos, disse Trump a repórteres na Casa Branca. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, comemorou a decisão majoritária dos países membros.