Internacional
Congresso rejeita impeachment
Lima, Peru O pleno do Congresso do Peru rejeitou, na madrugada de sexta-feira, 22, o pedido de impeachment apresentado pela oposição contra o presidente Pedro Pablo Kuczynski sob a alegação de permanente incapacidade moral pelos seus vínculos com a construtora Odebrecht. Após uma sessão que durou mais de 13 horas, o pedido de cassação teve 79 votos a favor. Para ser aprovado, a lei estabelece que ele precisava do apoio mínimo de 87 dos 130 legisladores. Na decisão final, os legisladores do bloco de esquerda Novo Peru tiveram papel fundamental. Eles se retiraram antes da votação e exibiram cartazes que diziam: Nem golpismo, nem lobismo. No entanto, também houve a surpreendente abstenção de dez legisladores do partido fujimorista Força Popular, que domina o Congresso e tinha anunciado uma votação em bloco a favor da cassação. A votação ocorreu após um debate no Congresso que durou mais de nove horas. O debate foi precedido pela defesa feita por Kuczynski diante do plenário durante mais de duas horas, acompanhado pelo seu advogado, Alberto Borea. Kuczynski pediu aos congressistas que salvassem a democracia e rejeitassem o pedido de destituição, negando que tenha favorecido a Odebrecht ou mentido na sua relação com a construtora. O pedido de impeachment foi feito por causa da consultoria financeira dada pela empresa Westfield Capital, do presidente, à Odebrecht, entre os anos de 2004 e 2007, por um projeto de irrigação no Peru. Kuczynski também pediu desculpas pois, segundo ele, deveria ser o primeiro a notar as dificuldades para sanar as feridas após a disputa democrática de 2016, onde obteve vitória apertada sobre a atual líder da oposição, Keiko Fujimori.