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Rússia fala em ‘guerra’ se EUA atacar a Síria

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São Paulo, SP O embaixador russo nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia, pediu ontem que os Estados Unidos e seus aliados se abstenham de uma ação militar contra a Síria em resposta a um suposto ataque de armas químicas do regime de Bashar al-Assad na cidade de Duma. Ele acrescentou que a prioridade imediata é evitar o perigo de guerra. Perguntado se estava se referindo a uma guerra entre os Estados Unidos e a Rússia, ele disse a repórteres: Não podemos excluir nenhuma possibilidade, infelizmente, porque vimos mensagens vindas de Washington. Elas eram muito belicosas. Eles sabem que estamos lá, gostaria que houvesse diálogo através dos canais apropriados para evitar desenvolvimentos perigosos, disse Nebenzia. O perigo de escalada é maior do que simplesmente a Síria porque nossos militares estão lá... Então, a situação é muito perigosa. O russo também defendeu que a mera ameaça de um ataque por parte dos EUA é uma clara violação da Carta da ONU. Esperamos que haja um ponto de retorno, que os EUA e seus aliados desistam de uma ação militar contra um Estado soberano, indicou Nebenzia. A reunião no Conselho de Segurança foi convocada pela Bolívia para discutir as ameaças feitas na quarta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que mísseis bacanas, novos e inteligentes estão chegando à Síria em retaliação ao suposto ataque químico de 7 de abril. Os EUA acusam o regime do presidente da Síria, Bashar al-Assad, aliado de Kremlin, de ser responsável pelo ataque. A Síria e a Rússia negam que tenham usado armas químicas.

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