Internacional
Cúpula pode encerrar guerra entre as Coreias
São Paulo, SP Kim Jong-un e Moon Jae-in se encontram hoje (horário local) na zona desmilitarizada que separa a Coreia do Norte da Coreia do Sul, para uma reunião que pode acelerar um acordo de paz que encerraria o estado de guerra na península coreana, que já dura 65 anos. Será a terceira cúpula da história entre as autoridades máximas das duas Coreias: as outras duas, em Pyongyang, no norte, envolveram o pai de Kim Jong-un, Kim Jong-il, com os presidentes sul-coreanos Kim Dae-jung, em 2000, e Roh Moo-hyun, em 2007. Agora, será a primeira vez que um membro da dinastia Kim pisa no território do Sul. Oficialmente, os dois países estão em guerra. Mesmo sem conflito armado desde 1953, os países não reconhecem um ao outro e reivindicam a soberania sobre toda a península. Um tratado de paz pode mudar esse cenário, dependendo dos termos e condições. A Guerra da Coreia (1950-1953) envolveu não só Pyongyang e Seul, mas também os Estados Unidos, que atuou no conflito liderando uma missão da ONU defendendo o Sul, e a China, que apoiou o Norte. O armistício foi assinado de fato por Coreia do Norte, EUA e China; a Coreia do Sul teve participação indireta, como membro da missão da ONU, e se comprometeu a respeitar o cessar-fogo. A participação norte-americana em um eventual acordo de paz é imprescindível. E apesar do discurso favorável de Donald Trump sobre as conversas entre as Coreias, referendar um tratado não é tarefa simples; ele envolve, por exemplo, a aprovação do Congresso norte-americano. Trump deve se encontrar com Kim Jong-Un entre maio e junho, ainda sem data ou local definido. É um momento importante de nossa história e uma ótima chance de sentir a história, disse Park Sung-il, vice-diretor da Escola Primária Baekun de Gwangju, cidade do sul da Coreia do Sul, que deixará os alunos assistirem tudo pela televisão.