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Putin nega uso de míssil em acidente

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São Paulo, SP O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou na sexta-feira, 25, que o míssil que derrubou o voo MH17 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia não era russo. A declaração é feita horas após Holanda e Austrália acusarem o Kremlin de envolvimento na tragédia que custou a vida de 298 pessoas, a maioria delas holandesas e australianas. Não, certamente não, disse Putin durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, ao responder à pergunta do moderador do debate sobre se o míssil que derrubou o avião era russo, de acordo com a Efe. Os governos de Holanda e Austrália responsabilizaram formalmente a Rússia de participar da destruição do avião depois que o grupo internacional que investiga a tragédia informou na quinta-feira que o míssil utilizado pertencia a uma unidade militar russa. Existem muitas versões, incluindo a versão de um míssil do Exército ucraniano, de um avião [ucraniano]. Mas não há nada [no relatório dos investigadores] que nos transmita confiança nas suas conclusões. Nem haverá, sem a nossa plena participação na investigação, ressaltou o governante, ao lamentar que os investigadores não atendam aos argumentos da Rússia. A Equipe Conjunta de Investigação (JIT, em inglês), formada depois do desastre, revelou na quinta-feira, 24, que o sistema de mísseis aéreos que derrubou o avião malaio pertencia a uma unidade militar russa, que o transferiu, um mês antes do ataque, de Kursk (Rússia) até Donetsk (Ucrânia), território controlado por separatistas pró-Rússia.

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