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Fogo em dormitório mata 36 universitários

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Moscou Trinta e seis estudantes morreram e pelo menos 200 ficaram feridos durante um incêndio que atingiu um alojamento de uma universidade de Moscou. Os universitários, estrangeiros, ficaram aprisionados pelo fogo e passaram horas de terror quando perceberam que não conseguiriam sair do prédio e escapar, porque várias saídas de emergência estavam bloquea-das. Entre os feridos, muitos tiveram partes do corpo quebradas quando pularam das janelas do prédio para tentar fugir da morte. Cerca de 200 pessoas puderam ser retiradas do prédio em chamas. O brasileiro Fernando Ostrowski, 18, pulou do quinto andar do prédio. O estudante teve ferimentos leves porque a queda foi amortecida pela neve. Há suspeitas de que ele fraturou a costela e o braço. Lubov Zhomova, porta-voz do Departamento de Saúde de Moscou, disse que 36 pessoas morreram e que 197 se feriram - 57 delas gravemente. O fogo, que acredita-se ter sido iniciado por um curto-circuito devido a problemas da rede elétrica, começou às 2h (21 de ontem, no horário de Brasília) em um dos dor-mitórios da Universidade Patrice Lumumba da Amizade entre os Povos e consumiu quatro andares do prédio - considerado um exemplo de educação no passado, mas que caiu em ruínas após o fim da União Soviética. O prédio servia de breve estadia para alunos recém-chegados à Rússia e que teriam de passar por exames médicos antes de dar início a seus estudos. Várias nacionalidades Estudantes que sobre-viveram à tragédia disseram que entre os mortos estão cidadãos da Afeganistão, Angola, Bangladesh, Cazaquis-tão, China, Costa do Marfim, Equador, Etiópia, Líbano, Malá-sia, Marrocos, Peru, República Dominicana, Tadjiquistão e Vietnã. O Ministério das Relações Exteriores da China disse que 34 estudantes chineses se feriram e que outros 17 estão desaparecidos. Um jovem do Equador atirou-se do quinto andar e morreu, disse Adam Rosales, um estudante peruano de 22 anos. Os primeiros carros de bombeiros só chegaram depois de 20 minutos e os caminhões mais potentes só uma hora e meia mais tarde, disse Rosales. Brasileiro Consegui sair do edifício, mas um equatoriano que pulou do quinto andar morreu e um brasileiro, que fez a mesma coisa, quebrou um braço, disse o peruano Rosales. Cerca de 50 equipes de bombeiros trabalharam para controlar as chamas. O incên-dio, que cobriu uma superfície de mil metros quadrados e se estendeu por quatro andares, foi apagado às 5h40 (0h40 de Brasília), com a participação de 50 unidades de bombeiros. A universidade foi fundada pelo então premiê soviético Nikita Kruschev, em 1960, a qual abrigava estudantes do terceiro mundo que recebiam uma educação de cunho marxista subsidiada pelo governo. A instituição entrou em decadência após a queda da União Soviética.

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