Internacional
Brasil recebe apoio de senador dos EUA
O senador norte-americano Norm Coleman disse ontem que é a favor de que o Brasil tenha um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, já afirmou que defende a expansão do Conselho de Segurança da ONU de 15 para 24 membros como parte do amplo pacote de reformas da organização. O Brasil merece, sim, um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, devido a sua relevância e ao seu papel cada vez mais importante que o país está desempenhando no mundo, afirmou. Na avaliação do senador Norm Coleman, para a ONU se tornar um órgão mais relevante e confiante, além da reforma é preciso que o órgão seja mais participante nas questões para lidar com crises políticas e humanitárias. Uma reforma do Conselho de Segurança exige uma emenda da Carta da ONU. Isso requer a aprovação de dois terços dos 191 membros da Assembléia Geral, incluindo os cinco membros permanentes do conselho e a ratificação por parte dos parlamentos nacionais. Há duas sugestões de mudança para o Conselho de Segurança. O primeiro projeto prevê a adição de seis novos membros permanentes e três não-permanentes. O conselho teria então 11 integrantes permanentes e 13 temporários. Os seis novos membros permanentes, no entanto, não teriam direito a veto. O segundo modelo prevê o status quo dos cinco membros permanentes atuais e a integração de outros nove integrantes temporários, que se somariam aos dez já existentes. Porém, oito dos nove países teriam um status especial, já que seriam eleitos por um período de quatro anos, ao invés de dois, como atualmente, com a possibilidade de reeleição depois desses quatro anos. O primeiro modelo parece concebido sob medida para os quatro grandes candidatos a vagas permanentes: Alemanha, Brasil, Índia e Japão, que fazem disso uma causa comum desde setembro de 2004. No entanto, rejeitam a idéia de não dispor do direito de veto. Nesta proposta que, segundo fontes diplomáticas, possui muito mais apoio na Assembléia Geral do que o segundo projeto, as outras duas vagas permanentes corresponderiam à África. Quatro países lutam pelas cadeiras: África do Sul, Egito, Quênia e Nigéria. O projeto de expansão do Conselho de Segurança da ONU é parte de um amplo pacote de reformas proposto por Annan, que também inclui a revisão das políticas contra a pobreza e o terrorismo.