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Morre o príncipe Rainier de Mônaco

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O príncipe Rainier III de Mônaco morreu ontem, aos 81 anos, vítima de problemas cardíacos, renais e pulmonares, anunciou o Palácio do principado. Ele estava internado desde o dia 7 de março. Rainier dirigia o pequeno principado do Mediterrâneo desde 1949. Seu filho Albert, o sucederá no trono. O príncipe herdeiro já havia assumido a regência na semana passada quando diminuíram as esperanças de que o monarca se recuperasse. Sua sereníssima alteza o príncipe Rainier III morreu nesta quarta-feira, 6 de abril de 2005, às 6h35m (1h35m de Brasília), disse o Palácio em um comunicado. Rainier levou o glamour de Hollywood a Mônaco ao se casar com a bela atriz norte-americana Grace Kelly em 1956 e transformou o menor Estado do mundo depois do Vaticano em um paraíso para multimilionários. O príncipe reforçou a soberania de Mônaco, como destaca um tratado com a França em 1917, ao reconhecer seu espaço aéreo e águas territoriais e obter um posto nas Nações Unidas. Mas Rainier, o segundo monarca que mais anos governou depois do rei da Tailândia Bhumidol Adulyadej, se mostrou solitário nos últimos anos de sua vida enquanto a mídia se concentrava nos problemas de seus filhos e em acusações de que Mônaco havia se tornado um refúgio para o dinheiro sujo da máfia. MALDIÇÃO O reinado de Rainier alimentou a legendária maldição que perseguiu a família Grimaldi durante seus sete séculos de poder em Mônaco. A princesa Grace morreu em um acidente automobilístico em 1982 e Stephanie e Caroline tiveram uma série de relacionamentos desastrosos. Rainier nunca mostrou interesse em se casar de novo. Ainda sinto sua ausência. Foi um matrimônio de amor, disse em 1999. Quando Rainier sucedeu o avô, o príncipe Luis II, Mônaco era conhecido pelo cassino no que se baseou sua prosperidade no século 19. Ele reinou sobre a última autocracia constitucional européia e levou Mônaco, um território de 2,5 quilômetros quadrados cravado na costa da França, a uma era de arranha-céus e negócios internacionais.

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