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O adeus definitivo ao papa João Paulo II

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Roma realiza hoje o maior evento de seus 2.758 anos: o enterro do papa João Paulo II. Várias medidas de segurança foram tomadas pelo governo italiano e pelo Vaticano, que estimam que 4 milhões de pessoas devem acompanhar o sepultamento do papa. A circulação de carros será proibida em Roma das 2h (21h de quinta-feira, no horário de Brasília) até as 18h (13h de Brasília). A medida tem por objetivo ampliar ao máximo o espaço para a circulação de ônibus e também evitar atropelamentos. O Vaticano e o governo italiano estimam que 4 milhões de pessoas devem acompanhar o enterro de Roma. O número tem por base a informação de que pelo menos 4,5 milhões passaram pela praça São Pedro desde o início do velório do pontífice. A praça de São Pedro, no entanto, não abriga mais de 100 mil pessoas simultaneamente. rItual A cerimônia do enterro do papa João Paulo II está prevista para ter três horas e contará com um ritual que inclui a missa celebrada em frente da basílica de São Pedro pelos cardeais e patriarcas das Igrejas Orientais (vinculadas ao Vaticano), presidida pelo cardeal alemão Joseph Ratzinger. A missa será celebrada na presença de mais de duas mil personalidades do mundo inteiro, incluindo chefes de Estado e de governo, embaixadores, ministros, autoridades de instituições internacionais, membros da realeza e representantes religiosos. Haverá também centenas de milhares de fiéis na Praça de São Pedro e em vários locais de Roma, que acompanharão a cerimônia por telões. Antes do funeral, o camerlengo (líder interino do Vaticano), o cardeal Eduardo Martinez Somalo, celebrará na basílica uma cerimônia. O corpo de João Paulo II será colocado em um caixão de cipreste, e seu rosto será coberto por um véu de seda branco. A missa começa com os salmos e a liturgia da palavra, seguida pelas palavras de Ratzinger. Em seguida, os presentes pronunciarão a prece universal em diversas línguas. Homenagem Haverá também a liturgia eucarística, em homenagem à última ceia de Cristo, e a comunhão, distribuída por centenas de sacerdotes, seguida do rito da última recomendação e do adeus. A missa continua com a súplica dos santos, aos quais se encomenda a alma do papa. Seguem a súplica da Igreja Romana pronunciada pelo cardeal Camillo Ruini, e a das igrejas orientais, segundo o rito bizantino. A missa termina com uma oração do cardeal Ratzinger, que pede a Deus que conceda à igreja, privada de seu pastor, o consolo da fé e da esperança. A terceira e última parte do funeral será celebrada na cripta da basílica. Esta celebração é presidida pelo camerlengo, na presença dos principais prelados da Cúria, do cardeal Ruini e das pessoas próximas ao pontífice. Antes de ser enterrado, o caixão de cipreste será colocado dentro de outro de zinco e de um terceiro de carvalho.

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