Internacional
Um dos maiores encontros de líderes
O enterro do papa João Paulo II, realizado ontem no Vaticano, entra para a história não só como a maior cerimônia fúnebre de dois milênios de cristianismo, mas porque foi um dos maiores encontros da comunidade política internacional das últimas décadas. Mais de 200 chefes de Estado e governo, representantes de monarquias, diplomatas e líderes partidários encontram-se no funeral na cidade eterna. Muitos dos estadistas vieram pedir a bênção papal quando ainda eram candidatos aos cargos que hoje ocupam. Outros não querem perder a última oportunidade de ainda obter algum capital político do papa viajante e midiático, que pareceu onipresente de 1978 a 2005. Estiveram presentes, o presidente dos EUA, George Bush, e chefes de Estados não muito simpáticos aos EUA, como os presidentes da Síria, Baschar el Assad, e do Simbábue, Robert Mugabe. Este último, aliás, proibido de entrar na União Européia, mas o Vaticano não é território da UE. Também o presidente da Autoridade Palestina, Ahmed Kureia, e o ministro israelense das Relações Exteriores, Silvan Shalom, renderam suas homenagens ao papa. A Polônia, terra natal do papa, foi representada pelo presidente Aleksander Kwasniewski. Apesar da morte do príncipe Rainier, de Mônaco, quase todas as monarquias européias, estiveram no Vaticano. Os ausentes foram os representantes da Holanda, da China, além de Fidel Castro (Cuba), Wladimir Putin (Rússia), o patriarca russo-ortodoxo Alexi II e o autor do atentado ao papa em 1981, o turco Ali Agca.