Internacional
Morte de Jean foi execução de Estado
| AGÊNCIAS INTERNACIONAIS Londres A morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, em 22 de julho, em Londres foi uma execução de Estado, declarou ontem um parlamentar liberal-democrata. Matthew Taylor, principal aliado do líder liberal-democrata Charles Kennedy e ex-diretor do partido, disse ainda que a política de atirar para matar adotada pela polícia britânica e que causou a morte de Jean Charles é inaceitável. Para o parlamentar, a execução do brasileiro é sintoma de um sistema que está deixando cada vez mais de lado as liberdades civis em nome da luta antiterrorista. O eletricista brasileiro Jean Charles foi executado com sete tiros pela polícia britânica na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres. Segundo a polícia britânica ele teria sido confundido com um terrorista suicida que estava sendo procurado. FAMÍLIA Os pais e o irmão de Jean Charles devem chegar à capital britânica no próximo dia 27 de setembro em busca de informações sobre o caso. Segundo o irmão de Jean, Giovanni, a família deve permanecer ao menos 15 dias em Londres para encontros com autoridades e advogados. Estamos viajando para saber de tudo o que está acontecendo. Vamos em busca de Justiça. Queremos ir até o fim com isso, afirmou Giovanni. O que aconteceu com nossa família não pode acontecer com mais ninguém, disse. Segundo Giovanni, a decisão de viajar foi da família, mas ele não soube dizer quem está pagando as passagens. Quem fez alguma coisa errada é quem tem que pagar, limitou-se a dizer. Alessandro Pereira, um dos primos de Jean que moram em Londres, disse que a agenda da família na capital britânica está nas mãos das advogadas que os representam na investigação do caso.