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Plano de Israel é declaração de guerra

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| FOLHA ONLINE Com agências internacionais O líder do movimento radical palestino Hamas, Khaled Meshaal, qualificou de declaração de guerra o plano do premier israelense interino, Ehud Olmert, de fixar as fronteiras definitivas de Israel até 2010. Em uma entrevista à France Presse, Meshaal afirmou que o plano de retirada unilateral israelense dos territórios palestinos, proposto por Olmert, representa uma declaração de guerra contra o povo palestino. Não se trata de um plano de paz, mas de uma declaração de guerra que permitirá a Israel ficar em grande parte da Cisjordânia, manter o muro e as colônias, rejeitar qualquer concessão sobre Jerusalém Oriental e vetar o direito de retorno dos palestinos, disse Meshaal em Damasco. Trata-se de uma retirada unilateral da parte de Israel com base em seus interesses de segurança e não das exigências de paz, acrescentou o dirigente do grupo extremista. Segundo o líder do Hamas, o plano de Olmert prevê uma retirada de zonas de alta densidade palestina. Olmert está cometendo os mesmos erros que [o premier israelense Ariel] Sharon fazia com o povo palestino, disse Meshaal, que considera esse projeto idêntico ao plano de retirada unilateral que havia sido apresentado pelo primeiro-ministro. Sharon, 78, está em coma no Hospital Hadassah, em Jerusalém, desde que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), termo técnico que designa um derrame, no dia 4 de janeiro. Olmert afirmou na quinta-feira que, se vencer as eleições legislativas israelenses de 28 de março, Israel atuaria para que, em quatro anos, suas fronteiras permanentes permitissem a separação da maioria da população palestina, com a finalidade de preservar uma importante e estável maioria judaica. O primeiro-ministro interino não divulgou o traçado exato que pretende para as fronteiras, mas disse que as grandes linhas da nova divisão política do Estado hebreu devem incluir, na Cisjordânia ocupada, as colônias de Gush Etzion, todo o entorno de Jerusalém, as colônias de Ariel e Maaleh Adumim, além de uma zona de segurança no vale do Jordão.

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