Internacional
Israel anuncia liberta��o de cem prisioneiros palestinos
Tel Aviv (Israel) e Sharm el Sheikh (Egito) ? O Exército israelense começou a libertar ontem uma centena de prisioneiros palestinos, como parte de uma série de medidas de alívio prometidas na semana passada, anunciou um porta-voz militar. O comandante da região central de Israel, que cobre a Cisjordânia, o general Moshe Kaplinsky, assinou uma ordem de libertação para os prisioneiros dos centros de detenção militares de Ofer, na Cisjordânia, e de Kziot, no sul de Israel. Anteontem, Israel libertou Tayssir Khaled, membro do comitê executivo da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e do braço político da FDLP (Frente Democrática de Libertação da Palestina), detido por Israel há dez meses. Em Sharm el Sheikh, no Egito, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem, após seu encontro com o presidente Hosni Mubarak, que ?o mundo precisa de um Estado palestino independente e pacífico?, e mandou um recado a Israel, dizendo que o país precisa reconstruir sua confiança e restaurar a normalização da vida dos palestinos. Apelo de Bush O presidente norte-americano apelou aos palestinos para que ponham fim aos atentados terroristas contra Israel e aos israelenses que interrompam a criação de novas colônias judaicas nos territórios palestinos. ?Israel deve garantir que exista um território contínuo que os palestinos possam chamar de lar?, disse. Bush agradeceu ao primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas por ter tido a disposição de viajar para o encontro que acontece entre eles, o premier de Israel, Ariel Sharon e o rei da Jordânia, Abdullah, hoje, na cidade de Ácaba (Jordânia). O plano de paz, elaborado pelo ?quarteto?(EUA, Rúsia, União Européia e ONU), foi aprovado no dia 25 de maio por 12 votos a favor, sete contra e quatro abstenções no gabinete presidido por Sharon. O projeto de paz defende o fim da violência da Intifada (revolta palestina contra a ocupação israelense), iniciada em setembro de 2000, a retirada israelense dos limites prévios ao início da Intifada, uma interrupção dos assentamentos judaicos e a criação de um Estado Palestino até 2005.