Internacional
Ir� alerta Washington sobre risco de linguagem da for�a
Teerã ? O Irã alertou a Washington, ontem, que o emprego de uma ?linguagem de força? poderá, segundo Teerã, radicalizar a posição dos iranianos hostis ao diálogo. ?Esperamos que os americanos recuperem a razão e não utilizem [contra o Irã] a linguagem da força, que causará o efeito inverso ao esperado?, declarou à imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hamid Reza Asefi. ?Algumas pessoas [no Irã] acham que o diálogo não serve para nada e se a pressão se tornar insuportável, o campo estará livre para quem é hostil ao diálogo?, declarou Asefi, negando mais uma vez mais as acusações sobre a existência de um programa nuclear secreto em seu país. Domingo, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Kamal Jarazi, declarou que ?as pressões não levarão a lugar algum e só fará prosperar as idéias radicais?. ?Isso não é bom para vocês, nem para a região, nem para ninguém?, afirmou. O ministro disse que o que esperava dos ocidentais e americanos era uma cooperação na construção de centrais iranianas, uma colaboração pouco provável que Teerã inclusive colocou como condição para aceitar as inspeções de sus instalações nucleares. Endurecimento A possível reação dos radicais do regime islâmico é também um dos temores de quem, na administração Bush, é reticente a um endurecimento contra os iranianos. O Irã está submetido a uma pressão crescente dos Estados Unidos, que o acusam de estar criando uma bomba atômica por trás de uma fachada de programa nuclear civil. Também acusam Teerã de dar apoio à rede terrorista Al Qaeda e de criar obstáculos para a paz no Oriente Médio e no Iraque. As suspeitas foram apoiadas na sexta-feira, 6, pela publicação de um informe da AIEA (Agência Internacional da Energia Atômica), segundo o qual o Irã, que está construindo sua primeira central civil e várias fábricas que devem assegurar a independência de abastecimento de combustível para seus futuros reatores, faltou com suas obrigações para com as instâncias de controle internacionais. Asefi pediu que a AIEA, que examinará o relatório em 16 de junho, em Viena ? que Washington espera que acuse o Irã de violar o Tratado de Não-Prolife-ração Nuclear..