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Israel e Palestina renovam apoio ao plano de paz

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Jesuralém - Os premieres israelense (Ariel Sharon) e palestino (Mahmoud Abbas ? mais conhecido como Abu Mazen) se encontraram ontem em Jerusalém para discutir os próximos passos do acordo de trégua assumido no domingo (29). Este foi o terceiro encontro entre os dois líderes, desde que, juntamente com o presidente dos EUA, George W. Bush, comprometeram-se com a implementação do plano de paz, durante cúpula no dia 4 de junho, em Ácaba, na Jordânia. No encontro de ontem, Sharon e Mazen renovaram seu apoio ao plano de paz e reafirmaram seu compromisso com os passos que podem levar ao sucesso do acordo. Pedidos Mazen pediu a Sharon o fim das operações de assassinato seletivo de membros dos grupos radicais palestinos, a interrupção das incursões militares israelenses e a libertação de prisioneiros palestinos. ?Os assassinato e as destruições somente provocam ódio e hostilidade?, disse Mazen em uma breve declaração pública. Em resposta, Sharon afirmou que agora há mais chances de se obter um acordo de paz entre Israel e os palestinos do que no passado. ?Temos a possibilidade de criar um futuro melhor, uma vida melhor, um futuro de oportunidades e de esperança, e tudo isso parece muito mais possível que no passado?, disse. Mas Sharon, assim como Mazen, também fez exigências. Ele disse que Israel não trava nenhuma guerra contra os palestinos e que deseja conviver com eles como bons vizinhos, mas acrescentou que não haverá compromisso nesse sentido enquanto o terrorismo não for erradicado. ?Não estamos em guerra com vocês [palestinos], não queremos controlar vocês, desejamos viver um ao lado do outro como bons vizinhos... Não haverá paz com o terror?, disse Sharon. Retirada Ontem, carros blindados e caminhões carregados com equipamentos militares de Israel deixaram bases próximas a Belém, seguindo o acordo firmado no domingo (29) com os grupos extremistas palestinos, que prometeram uma trégua na violência por um período de três meses. Pela manhã, Mazen disse que o Exército de Israel sairá das áreas palestinas que ocupa, inclusive das invadidas antes da Intifada [revolta palestina contra a ocupação israelense], em setembro de 2000, ?dentro de um mês ou um mês e meio?.

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