Internacional
Brit�nicos defendem ren�ncia de Tony Blair
Londres - Segundo pesquisa divulgada, ontem, pelo jornal Daily Telegraph, 39% dos britânicos desejam que o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, renuncie ao cargo, enquanto 41% acreditam que ele deve continuar no governo. O aparente suicídio do cientista David Kelly, principal fonte da reportagem da BBC sobre a manipulação do informe do governo britânico a respeito dos armamentos iraquianos, mergulhou Tony Blair na maior crise política desde sua eleição em 1997. A popularidade do primeiro-ministro caiu para 59% dos britânicos e a do ministro da Defesa, Geoff Hoon, para 50%, destaca a pesquisa encomendada pelo jornal ao instituto YouGov e realizada logo após a confirmação da morte de Kelly, no sábado (19). De acordo com a pesquisa, 47% dos entrevistados também acreditam que a culpa da morte de Kelly recaia sobre o governo de Blair. O Parlamento, que submeteu o cientista a um duro interrogatório na terça-feira (15), foi responsabilizado por 56% dos entrevistados. Menos de 28% dos entrevistados acreditam que a investigação encomendada pelo governo vá revelar a verdade sobre a morte de Kelly, enquanto 69% afirmam que o assunto não será esclarecido. A pesquisa refere-se apenas ao episódio da morte de Kelly. Pesquisas anteriores, porém, já indicavam uma queda na confiança da população britânica no governo Blair, principalmente pelo envolvimento do Reino Unido na Guerra do Iraque. De acordo com uma pesquisa divulgada na segunda feira (14) pelo jornal britânico Daily Mirror, dois terços dos eleitores britânicos acham que o premiê lhes forneceu informações falsas sobre o conflito. Blair é acusado de ter exagerado dados sobre as supostas armas de destruição em massa do Iraque para justificar a ação militar, liderada por EUA e Reino Unido. Mais de um em cada três eleitores (35%) dizem que sua confiança em Blair diminuiu por causa da guerra.