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Bush determina envio de navios � Lib�ria

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Washington - O presidente George W. Bush ordenou ontem o envio pelo Pentágono de tropas e navios de guerra dos EUA para a costa da Libéria, para dar apoio à força de paz africana que deverá chegar dentro de duas semanas àquele país. O presidente não deixou claro quantos soldados serão enviados, por quanto tempo ou qual será seu papel específico. Ele afirmou apenas que o número de tropas será limitado e que ?o compromisso dos EUA com a Ecowas continua?, em referência à Comunidade Econômica dos Estados do Oeste da África, organização que supervisionará as forças de paz africanas. - Estamos profundamente preocupados com a condição do povo liberiano, que piora, piora e piora - disse Bush durante aparição no jardim da Casa Branca, ao lado do premier palestino, Mahmoud Abbas. - A ajuda não consegue chegar às pessoas. Estamos preocupados com surtos de doenças. Horas mais cedo, numa nota por escrito anunciando o envio de forças, o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que o papel dos EUA no conflito liberiano ?será limitado em tempo e escopo?. O anúncio americano foi feito num dia de bombardeio intenso no centro de Monróvia, a capital da Libéria. Momentos depois da declaração da Casa Branca, o grupo rebelde Liberianos Unidos pela Reconciliação e Democracia (LURD) declarou cessar-fogo, pela terceira vez desde 17 de junho. Numa declaração, o grupo afirma que seus comandantes nas linhas de frente receberam instrução para cessar-fogo, mas foram orientados a defender suas posições. A cidade está sitiada pelos rebeldes, que lutam para derrubar o presidente Charles Taylor. Bush reiterou seu chamado pela renúncia de Taylor e implorou às facções rivais por respeito ao cessar-fogo, de forma a permitir que grupos de ajuda humanitária ?façam o que têm que fazer?. Nesta sexta-feira, morteiros atingiram o complexo que abriga a embaixada dos EUA na capital, matando ao menos 12 liberianos e ferindo mais de cem. Preocupado com a exaustão de suas forças armadas, a Casa Branca resistiu em se envolver profundamente no conflito.

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