Internacional
Chirac assiste ao enterro de 57 v�timas do calor
Paris ? O presidente Jacques Chirac assistiu, ontem, no subúrbio parisiense de Thiais, ao enterro de 57 pessoas vitimadas pela onda de calor nas duas primeiras semanas de agosto e cujos corpos não foram reclamados por familiares. A participação de Chirac na cerimônia não estava prevista. O governo francês foi criticado por não ter reconhecido a tempo os efeitos críticos da canícula, a pior desde 1873, sobre a população idosa. Balanço publicado sexta-feira indica mais de 11 mil mortos. Até a véspera eram 63 os corpos de parisienses não procurados por familiares. Mas seis deles foram até a manhã de quarta e deixaram de ser enterrados como indigentes. Também participou da cerimônia o prefeito de Paris, Bertrand Delanöe. Não houve discursos. Ao som de um oboé foram lidos os nomes dos mortos e um poema. Entre os enterrados estava Roger Colinot, 76, bancário aposentado que tinha como única parente uma sobrinha há muitos anos morando nos Estados Unidos. Na Alemanha, a cidade de Colônia foi a primeira a publicar ontem um balanço das mortes pelo calor excessivo. Foram 127, ou 16% a mais que em agosto de 2002. Em Madri, o governo espanhol divulgou um balanço provisório, com os primeiros resultados enviados pelas autoridades sanitárias de 17 regiões. Foram 112 os mortos: 56 deles por hipotermia e o resto por efeitos da canícula em doenças já contraídas. Em Portugal, o governo anunciou que provavelmente não morreram 1.300 pessoas, conforme inicialmente anunciado. O ministro da Saúde, Luis Felipe Pereira, disse estar refazendo os cálculos baseados no registro civil.